Revolta de Beckman
A base da economia do Grão-Pará e Maranhão eram as
chamadas drogas do sertão: cacau,
canela, castanha-do-pará, pequi, guaraná, plantas medicinais, aromáticas etc.
Eram os indígenas escravizados que extraíam essas riquezas da floresta para os
colonos da região. Assim, ao serem informados da proibição de se escravizar
índios, os colonos protestaram e exigiram uma atitude do governo.
O governo de Portugal criou a Companhia de Comércio do Maranhão, que se comprometeu a vender
africanos escravizados para os colonos, além de ferramentas e roupas de que
eles necessitassem. A companhia, no entanto não cumpriu o prometido: além de não trazer os africanos para o
Maranhão, a companhia falsificava pesos e medidas, cobrava caros pelos produtos
que vendia e pagava barato aquilo que comprava da região.
Revoltados, os colonos, liderados por Manuel Beckman,
invadiram os armazéns da Companhia de
Comércio do Maranhão e o colégio dos jesuítas em São Luís, dando início,
assim, à revolta de Beckman (1684).
O governo português enviou soldados ao Maranhão, que
reprimiram os rebeldes e condenaram a morte de seu principal líder. Mas, ao
mesmo tempo, atendeu ás exigências dos colonos: extinguiu a Companhia de Comércio do Maranhão e
voltou a permitir a escravização dos indígenas.
Referencias: Livro- História Sociedade e Cidadania, Aufredo Boulos Junior 8, Editora FTD Edição Reformulada
Prováveis Matérias: Históra
.jpg)